Saúde Integral

11/10/2018 09h30

Tesouro que vem do Himalaia

Os Ritos Tibetanos foram considerados a chave da fonte da juventude

Por Nosso Bem Estar

Pxhere | Pixabay
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Instigada por seus estudos e pelos benefícios dos ritos experimentados na sua prática pessoal, a terapeuta mineira Eneida Caetano rumou para os Himalaias em 1994, onde morou por seis meses para beber do conhecimento na fonte.

Os 21 Ritos Tibetanos foram guardados por milênios nos mosteiros do Himalaia e são praticados até hoje pelo povo do Tibete como forma de promover a vitalidade e prevenir doenças. Quando da ocupação chinesa no Tibete, em 1959, esta e outras bibliografias foram queimadas pelos invasores e a prática pública foi proibida.

Nesta época o conhecimento dos Ritos Tibetanos já havia chegado ao Ocidente através do norte-americano  Peter Kelder que, ainda em 1939,  lançou o  livro “A fonte da Juventude”, trazendo apenas cinco ritos e mostrando suas vantagens para o rejuvenescimento do corpo.

Instigada por seus estudos e pelos benefícios dos ritos experimentados na sua prática pessoal, a terapeuta mineira Eneida Caetano rumou para os Himalaias em 1994, onde morou por seis meses para beber do conhecimento na fonte. Na capital Lhasa e em outras cidades teve a oportunidade  de aprender e praticar os ritos diretamente com o povo local e com mestres do Tibete.

Na volta de sua viagem compartilhou o “tesouro” através do livro  Os 21 Ritos Tibetanos – Meditação – Revitalização -  Rejuvenescimento, lançado em 2007, atendendo a recomendação dos mestres de que preservasse  o conhecimento exatamente como foi repassado.

Hoje cerca de 30 anos de dedicação aos estudos, prática e ensinamento das terapias tibetanas, Eneida viaja por todo o Brasil e outros países compartilhando suas técnicas e conhecimentos. Já ensinou terapeutas, professores, empresários e outros profissionais sobre o poder e a verdade dos ritos.

Em sua escola, no interior de Minas Gerais, Eneida Caetano trabalha na formação de novos terapeutas. Uma de suas alunas é a gaúcha Rosangela Meletti,  que, nos últimos três anos, incorporou os ritos tibetanos em suas práticas diárias e identifica claramente os benefícios. “Com os ritos consegui aliviar o estresse diminuindo os níveis de cortisol e ativar o fluxo contínuo de energia do corpo. Os Ritos Tibetanos fortaleceram meu tônus muscular, desenvolveram minha força interior e a flexibilidade física e mental. Hoje sou mais focada e centrada”.

Os resultados obtidos com a prática de Rosangela condizem com o objetivo último dos ritos, que é o de equilibrar as nossas sete principais glândulas endócrinas, que na Índia são chamadas de chakras e no Tibete de vórtices ou centros de energia.

Os tibetanos ensinam que a saúde é um estado fluido e está em nossas mãos. A maioria das doenças depende do nosso modo de vida, comportamento, alimentação, atitudes diante dos problemas e, principalmente, dos nossos pensamentos. Somente uma pequena porcentagem é consequência  da genética.

- No Tibete, vi os ritos fazerem parte da medicina preventiva, conta Eneida Caetano.

O médico vai nas casas de forma regular nos horários de prática em família. Observa e ouve sobre as dificuldades da prática. A partir disto recomenda a cada um ritos específicos. Não é considerado papel de pai ou da mãe orientar sobre a saúde. É papel do médico. A família se empenha em ajudar na recuperação, mas caso a pessoa opte por  não seguir as orientações do médico, sua atitude será considerada uma decisão a ser respeitada e, assim,  ninguém vai cuidar dela quando adoecer. Por isto todos se empenham em não adoecer.

 

Os 21 Ritos Tibetanos

Os 21 Ritos Tibetanos são uma série de exercícios físicos rituais, cuja prática colabora para restabelecer o equilíbrio, a harmonia e a concentração . A prática  harmoniza o funcionamento das glândulas endócrinas também relacionadas com o envelhecimento. Por isto também são  considerados “a chave da fonte da juventude”.

A prática alonga a musculatura, os nervos e tendões, tonifica a corrente sanguínea, aumenta o tônus, desenvolve a elasticidade e a contratibilidade, lubrifica as articulações e ativa partes do cérebro que não são requeridas no dia a dia, mas que são responsáveis pelo prazer e pela longevidade.

Os 21 Ritos Tibetanos podem ser utilizados para a prática pessoal, como meditação ativa ou como guia para aulas de outras práticas e de autoconhecimento. São considerados uma ferramenta para atingir o equilíbrio, harmonizar e integrar o corpo, mente e sentidos, de forma a promover a vitalidade e prevenir doenças. 

O ideal é manter a disciplina e reservar trinta ou quarenta minutos por dia – pela manhã ou à noite, sempre no mesmo horário e ir aumentando o número de vezes  de três para sete e depois para 14. Vinte e uma vezes é o máximo de repetições de cada rito e este número deve ser atingido gradualmente . A prática é feita no máximo em seis dias por semana. O sétimo dia é considerado o dia de se apropriar dos ganhos .

Eneida Caetano recomenda que se aprenda todos os ritos para depois fazer a escolha dos que mais precisar. “Não é necessário fazer os 21. Podemos adaptar para a nossa vida diária e fazer os ritos que estamos precisando no atual momento de vida ”, orienta. Praticar a série completa trabalha todos os nervos, musculatura, tendões, as funções glandulares e a frequência mental

-  Quando a gente consegue praticar os 21 ritos  por 21 vezes cada um é a plenitude . Caso não consigamos hoje praticar da forma ideal, devemos ter em mente a certeza de consegui-lo amanhã. Sem culpa, devemos aceitar naturalmente as nossas limitações e reconhecer nossas qualidades. Congratulamos-nos conosco mesmo a cada conquista para criar em nosso inconsciente o espírito de  disposição e colaboração.

Os Ritos Tibetanos são contraindicados para grávidas, pessoas  egressas de cirurgia de médio a grande porte há menos de seis meses, com  problemas cardiovasculares ou lesão na coluna vertebral.

 

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Saiba mais

 "OS 21 RITOS TIBETANOS, exercícios - meditação - revitalização - rejuvenescimento" lançado no Brasil em agosto de 2007, em Lisboa, Ilha da Madeira, 2009, e em Frankfurt, 2013,

"CUIDANDO DE MIM, ensinamentos milenares e ritos tibetanos", 2008 Brasil e em 2011 Lisboa e Paris.

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